Por que restaurar

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e diversos do planeta.

 

Ela abriga cerca de 20 mil espécies vegetais – mais de 35% da flora brasileira – e apresenta, em alguns trechos, a maior diversidade de árvores por hectare do mundo. 

 

Segunda maior floresta do Brasil, estende-se por 17 estados, além de partes do Paraguai e da Argentina, englobando diferentes formações florestais e ecossistemas, como mangues, restingas e campos de altitude. 

 

Essa variedade resulta da combinação de fatores como altitude, clima e distância do oceano, que moldam a complexa composição de suas paisagens — um patrimônio natural de valor inestimável, hoje fortemente ameaçado.

 

Flora

A flora da Mata Atlântica é uma das mais ricas do planeta, com cerca de 20 mil espécies vegetais — mais de 35% de toda a flora brasileira — e a maior diversidade de árvores por hectare já registrada. Entre suas espécies emblemáticas estão o pau-brasil, o jequitibá-rosa, orquídeas, bromélias e figueiras, compondo ecossistemas variados que mudam conforme o clima, a altitude e a distância do oceano. Apesar de sua exuberância, o bioma enfrenta grave ameaça: das 200 espécies vegetais brasileiras em risco de extinção, 117 pertencem à Mata Atlântica.

Fauna

A fauna da Mata Atlântica é extremamente rica, abrigando centenas de espécies — cerca de 849 aves, 370 anfíbios, 200 répteis, 270 mamíferos e 350 peixes. Entre elas estão animais emblemáticos e ameaçados de extinção, como o mico-leão-dourado, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira e a arara-azul-pequena, símbolos da urgência em preservar esse bioma de valor incalculável.

Nossa Missão

mulungu 2

No Vale do Paraíba, séculos de desmatamento e uso intensivo da terra levaram a uma perda crítica de biodiversidade: no Sítio São Pedro, por exemplo, restam apenas frações das espécies originalmente descritas de fauna, com populações muito reduzidas. Muitas áreas tidas como “remanescentes” são, na verdade, antigas plantações ou pastagens em regeneração espontânea, com diversidade limitada. Quanto à flora, o Sítio São Pedro abriga cerca de 30% da diversidade da floresta original.


Diante desse quadro, o Instituto Mulungu atua para recriar, com base em estudos de campo e observação direta, uma nova dinâmica ecológica que se aproxime o máximo possível do equilíbrio original da floresta perdida.